Segunda Noite

Autor: Ebi

Categorias: Contos

Idioma: Português

Gêneros:  Yaoi, Hardcore, Escolar, Publico, Trans

Sinopse
Durante uma viagem da turma, Lucas tenta dormir enquanto o colega na cama ao lado nem imagina o que está prestes a acontecer. No meio da madrugada, Theo entra escondido no quarto e transforma os olhares que os dois vinham trocando em algo muito mais íntimo, rápido e arriscado, com o perigo constante de alguém acordar ou aparecer no corredor.

O cheiro do quarto de hotel era uma mistura de ar-condicionado velho e desinfetante barato. Lucas, de 18 anos, estava deitado na cama de solteiro, encarando o teto e ouvindo a respiração pesada de Marcos, seu colega de quarto, que roncava na cama ao lado. Era a segunda noite da viagem do último ano da escola, a primeira vez que a maioria deles passava tantos dias longe de casa. Tudo parecia novo e perigoso.

A porta do quarto se abriu com um clique quase inaudível.

Lucas congelou. Professores fazendo a ronda? Prendeu a respiração enquanto uma sombra entrou, fechou a porta com cuidado e veio na direção da cama.

— Sou eu um sussurro rouco cortou o silêncio. Theo. — Que porra você tá fazendo aqui? — Lucas sussurrou de volta, o coração disparado. — Vão te pegar. — Não vão, não. Fica quieto Theo disse, e sem pedir licença, puxou a coberta e deslizou para dentro da cama apertada. O corpo dele era quente contra o de Lucas. — Vira pra mim.

Lucas obedeceu, o corpo rígido. Na penumbra da janela, conseguiu distinguir o rosto de Theo e o brilho dos olhos dele., Você não para de me secar, né?, Theo falou, a boca colada no ouvido de Lucas., Achei que tava na hora de resolver isso. Ele não esperou resposta. A boca de Theo encontrou a de Lucas no escuro. O beijo foi desajeitado e molhado, uma colisão de dentes e língua com gosto de pasta de dente. Não foi bom, mas foi elétrico. Foi o suficiente para fazer o pau de Lucas começar a endurecer dentro da sua calça de moletom.

As mãos de Theo eram rápidas. Uma foi para a nuca de Lucas; a outra desceu para a frente da calça. Lucas engasgou com o toque.

— Tira a calça Theo ordenou no pé do seu ouvido. Com movimentos trêmulos e desajeitados, debaixo da coberta, Lucas empurrou o moletom e a cueca para baixo, até os joelhos. O ar frio do quarto bateu em sua pele. Theo fez o mesmo, o som do zíper de seu jeans parecendo um trovão no silêncio. Ele chutou a calça para o pé da cama.

— Põe a mão aqui Theo pegou a mão de Lucas e a guiou para baixo, entre suas pernas. Lucas sentiu o tecido de uma cueca boxer e, por baixo, um volume duro e uma umidade que encharcava o tecido. — Sente? Meu pau. Tá duro pra caralho por você.

Lucas não sabia o que fazer e deixou a mão ali. Theo se moveu, ficando por cima dele, o peso do seu corpo o prendendo no colchão. Ele arrancou a própria cueca e guiou a mão de Lucas de novo. Desta vez, Lucas sentiu a pele nua. Estava quente, escorregadia, e o clitóris de Theo estava inchado e rígido como uma pedra. Era real.

— Isso... porra... Theo gemeu baixo quando os dedos de Lucas, sem saber o que fazer, roçaram nele.

Theo começou a se mover num ritmo rápido e desesperado. O som ficou abafado pelas cobertas. A mão de Theo desceu e agarrou o pau de Lucas, que já estava duro e vazando.

— Não faz barulho, caralho Theo ofegou, a punheta dele era forte, sem ritmo, puramente funcional. — Só... sente.

Lucas sentia tudo ao mesmo tempo: o calor, a proximidade e a força da mão de Theo. Era demais. A cabeça girava e o corpo inteiro estava tenso. Ele mordeu o próprio lábio para não gemer alto quando sentiu o orgasmo chegando como um soco.

— Theo, eu vou... — ele conseguiu sussurrar. — Goza. Goza logo Theo rosnou, e aumentou a velocidade da punheta e dos seus próprios movimentos.

Com um espasmo, Lucas gozou. Uma onda quente e grossa que sujou sua barriga e o lençol. Quase no mesmo instante, ele sentiu o corpo de Theo enrijecer por inteiro. Theo deu um último solavanco, um gemido abafado contra o ombro de Lucas, e ficou imóvel, tremendo.

Ficaram assim por alguns segundos, ouvindo apenas a própria respiração e o ronco de Marcos na outra cama.

— Merda Theo foi o primeiro a falar, a voz tensa. Ele saiu de cima de Lucas. O frio voltou imediatamente. — Tem algum papel? — Não sei... na minha mochila Lucas disse, a voz fraca.

Eles se limparam no escuro com uma camiseta velha que Lucas encontrou na mochila. O cheiro de suor ficou preso no quarto.

Theo vestiu a calça., Preciso ir disse, já de pé ao lado da cama. Não houve segundo beijo nem despedida. Ele abriu a porta com cuidado, sumiu no corredor e deixou para trás apenas o clique da fechadura.

Lucas ficou deitado, dolorido e sensível. Sentiu o lençol úmido começando a esfriar, virou-se de costas para a porta e fechou os olhos. O ronco de Marcos continuava, alheio a tudo.


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